quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Uma equipa em construção


Apesar de a época ainda estar curta - o FC Porto fez apenas 14 jogos oficiais até ao momento - Nuno Espírito Santo já provou ser um treinador versátil, tendo para isso recorrido a vários sistemas tácticos e configurações diferentes em todos os sectores. O que não é necessariamente uma coisa boa, entenda-se. No entanto foi de todas estas trocas e testes que nasceu aquele que, neste momento, está muito próximo de ser o onze ideal dos Dragões.

Baseado-se num 4-4-2, Nuno tem o ataque fechado com André Silva e Diogo Jota; na defesa reside apenas a dúvida entre Maxi e Layún, uma vez que Felipe, Marcano e Alex Telles têm o lugar seguro; Casillas parece não estar disposto a ceder o lugar a José Sá; restando apenas o meio-campo, onde Danilo, Óliver e Otávi têm estado em destaque. Feitas as contas sobra uma posição que tem levantado mais dúvidas: a de médio interior direito.

Desde a implementação do meio-campo a quatro elementos já vários jogadores passaram pelo vértice direito do mesmo. André André numa primeira fase, seguindo-se Brahimi e Corona e, mais recentemente, Herrera. Qualquer um deles trouxe defeitos e virtudes próprios para a equipa, mas nenhum deles conseguiu dar tanto ao treinador como aos adeptos as garantias de que era o homem certo para aquele lugar especifico. Felizmente para Nuno ainda existem variadíssimas opções para a posição. Só entre os médios presentes no plantel ainda podem ser testados no onze jogadores como Sérgio Oliveira, Rúben Neves, Evandro e João Carlos Teixeira, aos quais podemos juntas os polivalentes Varela e Layún. São dez atletas a gladiarem-se por um lugar numa equipa cada vez mais delineada na cabeça do treinador.

Se tivesse que aposta em alguém seria em Layún. Com a chegada de Maxi o treinador recuperou aquele que foi o primeiro lateral-direito que escolheu nos primeiros jogos da temporada e, em simultâneo, a hipótese de adiantar o mexicano para um lugar deficitário no onze. Recorde-se que Layún e Alex Telles têm sido preponderantes na manobra da equipa, o que pode forçar Nuno a ser criativo para introduzir o internacional uruguaio de novo nas primeiras escolhas. Quem sabe se não será graças a este "problema" que o FC Porto encontrará o onze ideal?