terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A arbitragem de Xistra no FC Porto - SC Braga


Admito que quando recebi a informação que seria Carlos Xistra a dirigir o jogo entre o FC Porto e o SC Braga a expressão "mais do mesmo" me passou pela cabeça. E os primeiro minutos pareciam querer dar-me razão, tal foram a quantidade de faltas que foram assinaladas desnecessariamente, ignorando a lei da vantagem, ou as preciosidades como obrigar um jogador que quer marcar uma falta de forma rápida a repetir o gesto mas com a bola 30 centímetros atrás. Mas já toda a gente sabe que o covilhanense gosta de aparecer e uma jornada destas não podia ser excepção.

Com o passar do tempo fui mudando de opinião e já perto do minuto 90 pensei : "se o tempo de compensação for aceitável ou o Braga acabar com o Rui Fonte à baliza tenho de escrever no blog que o Porto pela primeira vez na presente temporada acaba um jogo sem vencer e, ao mesmo tempo, sem queixas da arbitragem." E era essa a  minha opinião ainda sem acesso a qualquer repetição dos golos anulados, em especial ao Diogo Jota que me levantou muitas dúvidas. Pouco tempo depois aparece a placa com o tempo de descontos: sete minutos. E assim, de um momento para o outro, o FC Porto vê um árbitro conceder-lhe no mesmo jogo um penálti e um período de compensação condizente com o anti-jogo do adversário.

A conclusão disto só pode ser uma: tal só foi possível porque o FC Porto se queixou e, após tanto ruído, tornou-se inviável para quem apita prejudicar os Dragões de forma tão descarado como vinha a ser feito até ali. Espero que a lição tenha sido aprendida pela estrutura azul e branca e que no futuro eventuais prejuízos sejam denunciados de forma pronta e independentemente do resultado. Porque para se queixar quando não vence já existe o Rui Vitória. E ainda por cima de barriga cheia.